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Hospital de Aloândia e médico são condenados a indenizar paciente que ficou com gaze no corpo após cirurgia

Por Danielle Oliveira, G1 GO

Hospital de Aloândia e médico da unidade têm de indenizar, solidariamente, paciente que ficou com gaze no corpo após cirurgia — Foto: Reprodução/Google

O Hospital Municipal de Aloândia, na região sul de Goiás, e um médico da unidade foram condenados a indenizar, solidariamente, uma paciente que ficou, por cerca de três meses, com uma gaze dentro do corpo após uma cirurgia para retirada do útero. Eles terão de pagar, juntos, R$ 50 mil a título de danos morais em razão das dores que a paciente sentiu por causa do erro médico e outros R$ 950 para compensar os gastos que a mulher teve para a retirada da gaze. Cabe recurso da decisão.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município de Aloândia informou, em nome do hospital, que “não foi realizada perícia no processo judicial apta a comprovar os fatos”, e que irá recorrer dentro do prazo legal. Também disse que o médico que operou a paciente não trabalha mais no hospital desde 2016. Por fim, informou que, caso condenado em última instância, “os danos sofridos pela paciente serão ressarcidos regularmente”.

G1 não conseguiu localizar a defesa do médico Edmundo Fernandes de Carvalho Filho, condenado de forma solidária junto ao hospital.

A decisão foi publicada no dia 10 de junho pela juíza Ana Paula Tano, da Vara das Fazendas Públicas da comarca de Joviânia.

Tribunal de Justiça de Goiás — Foto: Tribunal de Justiça de Goiás/Divulgação

Tribunal de Justiça de Goiás — Foto: Tribunal de Justiça de Goiás/Divulgação

Cirurgia e dores

No processo, a paciente, que é dona de casa e cuida de uma fazenda juntamente com o marido, que é vaqueiro, contou que fez a cirurgia para a retirada do útero em julho de 2014. Depois disso, ela começou a sentir fortes dores e procurou o hospital, mas, segundo ela, o médico dizia que era “normal” durante a recuperação do procedimento cirúrgico.

Após três meses sentindo dores, a dona de casa procurou atendimento médico em Anápolis, no Hospital Nossa Senhora Aparecida, onde exames apontaram que uma “compressa”, tecido tipo gaze, estava dentro do corpo dela.

Com isso, a juíza Ana Paula Tano entendeu que, tanto o médico, quanto o hospital, devem responder pelos danos. A magistrada condenou o hospital pelos danos causados à paciente por um agente da unidade. Já em relação ao médico, analisou que ele teve uma “conduta omissiva”.

“Restou comprovado que a compressa de gaze esquecida dentro do corpo da autora lhe causou um processo inflamatório, provocando muitas dores e a necessidade de se submeter a um novo procedimento médico para a retirada do objeto”, concluiu.

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