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Criança que não consegue andar precisa de ajuda para fazer tratamento que custa R$ 30 mil, em Goianésia

Por Vanessa Chaves, G1 GO

Maria Eduarda Costa precisa de fisioterapia intensiva, em Goianésia, Goiás — Foto: Thales Costa/Arquivo pessoal

Maria Eduarda Costa precisa de fisioterapia intensiva, em Goianésia, Goiás — Foto: Thales Costa/Arquivo pessoal

Uma família de Goianésia, no centro de Goiás, está fazendo uma campanha nas redes sociais para arrecadar R$ 30 mil e custear parte do tratamento de Maria Eduarda Cardoso Cunha, de 2 anos, que não consegue andar. Segundo o pai, Thales Costa, a filha nasceu com uma condição especial que impede que ela se movimente normalmente. Madu, como é carinhosamente chamada, tem os movimentos de um bebê de 3 meses de idade.

“Ela não consegue sentar sozinha ainda, não consegue ficar em pé e nem firmar as pernas. A Madu também não engatinha, mas agora ela já consegue se arrastar com as fisioterapias que ela já faz. Queremos ver ela andando e correndo que nem uma criança normal. Meu sonho é ver ela dando os primeiros passinhos”, conta o pai.

Madu tem hipotonia severa, uma fraqueza muscular, que impede o desenvolvimento motor. No entanto, de acordo com o pai, até hoje não foi possível descobrir qual é o diagnóstico exato da filha.

“O atraso é apenas no desenvolvimento motor, já o cognitivo dela é normal. Ela fala, conversa e até canta, graças a Deus. Com as terapias ocupacionais e os tratamentos, ela vai vencendo os obstáculos aos poucos, mas como toda criança cresce rápido, os médicos indicaram uma fisioterapia intensiva com uso de equipamentos, que são bem caros. Caso contrário ela precisará fazer cirurgia no quadril”, explica.

Por meio de uma vaquinha online, os pais de Madu conseguiram arrecadar R$ 18 mil, mas o valor ainda não é suficiente.

“Além da fisioterapia intensiva, a Madu precisa fazer um exame de DNA mais complexo chamado sequenciamento exoma (equissoma), que custa de R$ 5 a 15 mil reais, para tentar dar o diagnóstico correto. Os médicos já disseram que é algo raro, que não há histórico de algo assim, e o exame do equissoma pode detectar algo, mas não é uma certeza”, diz Thales.

Criança de 2 anos não consegue andar e precisa de tratamento, em Goianésia, Goiás — Foto: Thales Costa/Arquivo pessoal

Criança de 2 anos não consegue andar e precisa de tratamento, em Goianésia, Goiás — Foto: Thales Costa/Arquivo pessoal

Com a ajuda da vaquinha, a família vai custear o exame do equissoma, parte da fisioterapia intensiva e os materiais necessários para o tratamento como macacão especial para sustentação da musculatura, uma cadeira de rodas e um andador.

“Já tentamos com o plano, que seria melhor pra gente, mas algumas coisas eles não cobrem, além da demora para conseguir realizar os procedimentos. Minha filha está crescendo e esse tratamento deve ser feito o quanto antes”, desabafa o pai.

De acordo com Thales, a família também tentou conseguir as fisioterapias intensivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação (Crer), mas por conta da pandemia, a unidade está com as atividades suspensas desde março. A informação foi confirmada pela assessoria do Crer na quinta-feira (23).

Tratamento

Thales disse que o tratamento da filha começou quando ela tinha 4 meses de idade. “Começamos com fisioterapias aqui em Goianésia mesmo e nos 6, 7 e 8 meses começamos a tratar na Apae de Anápolis com geneticista e neuropediatra, tentando fazer exames em busca de algum diagnóstico”, disse o pai.

Com 9 meses, a menina começou a frequentar o Hospital Sarah, em Brasília, onde foram realizados mais exames – todos sem alterações nos resultados. Já com 1 ano de idade, Madu passou a frequentar para realização de mais sessões de fisioterapia.

Devido à pandemia de Covid-19, o tratamento da menina foi interrompido em março, devido à suspensão dos atendimentos e, só em junho, a família conseguiu retomar a fisioterapia de Maria Eduarda, mas em Goianésia.

“No final de junho consultamos com um ortopedista e foi feito um raio-x no quadril dela, que constatou que seria necessário tratar com fisioterapia intensiva por 6 meses. Caso não desse certo, seria feito uma intervenção cirúrgica, que é invasiva e arriscada” disse Thales.

Segundo o pai de Madu, a família tem bancado o tratamento por conta própria, com auxílio do plano de saúde, mas não consegue mais pagar as novas despesas.

“Tive ajuda do meu pai, da minha mãe e do meu irmão que moram em Goiânia. Fizemos até onde a gente deu conta. Agora, as fisioterapias intensivas são muito caras e a gente não consegue mais arcar, por isso, fizemos a vaquinha”, comentou.

Família pede ajuda para arrecadar R$ 30 mil e custear tratamento da filha que não consegue andar, em Goianésia, Goiás — Foto: Thales Costa/Arquivo pessoal

Família pede ajuda para arrecadar R$ 30 mil e custear tratamento da filha que não consegue andar, em Goianésia, Goiás — Foto: Thales Costa/Arquivo pessoal

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