UnB joga esgoto sem tratamento no Lago Paranoá, aponta Caesb

Universidade tem 60 dias para corrigir problema; multa é de até R$ 70 mil. Instituição diz apoiar inspeção.

Caesb apura denúncia de lançamento clandestino de esgoto na UnB

Técnicos da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) concluíram que parte do esgoto não tratado atirado no Lago Paranoá tem vindo da Universidade de Brasília (UnB).

A UnB foi notificada pela empresa e terá 60 dias para mudar as instalações de esgoto e corrigir o problema. Caso não tome providências, pode ser multada em até R$ 70 mil.

Até a última atualização desta reportagem, a universidade apontou que não tinha informações sobre a notificação, mas disse apoiar a inspeção da Caesb.

Técnicos da Caesb fazem inspeção na Universidade de Brasília (UnB) (Foto: TV Globo/Reprodução) Técnicos da Caesb fazem inspeção na Universidade de Brasília (UnB) (Foto: TV Globo/Reprodução)

Técnicos da Caesb fazem inspeção na Universidade de Brasília (UnB) (Foto: TV Globo/Reprodução)

Segundo os técnicos da Caesb, os dejetos saem do Instituto Central de Ciências (ICC), vão para a galeria de águas pluviais da Asa Norte e, assim, caem no lago. A galeria deveria ser destinada apenas a água de chuva.

O poço pelo qual passa a galeria deveria pluvial estar seco durante a visita dos técnicos, devido à falta de chuva, mas por ele passava água com cheiro ruim. O local também tinha escorpiões (veja imagem abaixo).

Técnicos da Caesb encontram escorpião em inspeção na Universidade de Brasília (UnB) (Foto: TV Globo/Reprodução) Técnicos da Caesb encontram escorpião em inspeção na Universidade de Brasília (UnB) (Foto: TV Globo/Reprodução)

Técnicos da Caesb encontram escorpião em inspeção na Universidade de Brasília (UnB) (Foto: TV Globo/Reprodução)

Como medida de emergência, os técnicos da Caesb vão desmontar o encanamento que faz o esgoto cair na galeria da chuva e desviar o esgoto para um caminhão temporiamente.

Segundo a companhia, o lançamento irregular de esgoto não comprometeu a qualidade da água do Lago Paranoá que tem sido utilizada no abastecimento de Brasília. O volume de dejetos é “controlável”, segundo a coordenadora de fiscalização da Caesb, Zélia Aparecida de Souza.

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