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Projeto de lei que prevê uso de vans no transporte público passa por novo trâmite e tem análise adiada na Alego

Por Lis Lopes, G1 GO

Vans escolares e de turismo na porta da Assembleia Legislativa de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Vans escolares e de turismo na porta da Assembleia Legislativa de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O projeto de lei que prevê o uso das vans escolares e de turismo no transporte de passageiros durante a pandemia do coronavírus estava previsto para passar pela 2ª votação nesta quinta-feira (21), mas encontrou um impasse na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e só deverá ser discutido na próxima terça-feira (26), durante sessão da Comissão Mista.

De autoria do deputado Alysson Lima (Solidariedade), o projeto teve a 1ª votação anulada e foi encaminhado à Comissão Mista a pedido de Lima, mas teve pedido de vista feito pelo deputado Cairo Salim (Pros). Por isso, a matéria só será analisada novamente na próxima sessão remota da Comissão, oportunidade em que Salim poderá apresentar mudanças ao texto, se ele precisar de melhorias.

Segundo o presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (PSB), o projeto não foi analisado pela Comissão de Serviços e Obras Públicas e, além disso, só atende os donos de vans da capital e Região Metropolitana, sem contemplar os motoristas do interior.

Por esses motivos, o presidente chegou a retirar o projeto das pautas a serem votadas na quinta-feira. No entanto, o deputado Alysson Lima solicitou que o PL fosse encaminhado à Comissão Mista, na qual foi aprovado pelo relator, deputado Major Araújo (PSL).

Pedido de ajuda dos motoristas

Na expectativa de que o projeto fosse aprovado em 2ª votação, motoristas de vans se reuniram na porta da Alego na quarta e quinta-feira. Eles relatam que estão sem renda e com dívidas acumulando, já que estão parados há mais de dois meses, desde quando as aulas nas escolas foram suspensas pelo decreto estadual.

De acordo com Lissauer Vieira, o Poder Legislativo está “em diálogo” com a Secretaria de Estado de Educação (Seduce) para encontrar uma forma legal de atender também os profissionais que atuam no transporte de alunos do interior do estado.

O presidente da Alego disse que tenta, junto à Goiás Fomento e a Organização das Cooperativas Brasileiras em Goiás (OCB-GO), a criação de uma linha de crédito especial para os profissionais da categoria. Ainda com a organização, ele calcula viabilizar, pelos próximos três meses, cestas básicas para atender cerca de dois mil profissionais da capital e do interior do estado.

Sessão remota da Alego, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Sessão remota da Alego, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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