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Prisões de imigrantes nos EUA aumentam 42% no mandato Trump

Prisões de imigrantes nos EUA aumentam 42% no mandato Trump

06 dezembro
07:51 2017

Aumento é resultado de decreto de Trump que determinou reforço no controle, prisão e remoção de imigrantes em situação irregular, diz Serviço de Imigração.

Por G1

Manifestante protesta contra a política de imigração do governo dos EUA durante as festas de Primeiro de Maio em Los Angeles, na Califórnia (Foto: AFP) Manifestante protesta contra a política de imigração do governo dos EUA durante as festas de Primeiro de Maio em Los Angeles, na Califórnia (Foto: AFP)

Manifestante protesta contra a política de imigração do governo dos EUA durante as festas de Primeiro de Maio em Los Angeles, na Califórnia (Foto: AFP)

As autoridades migratórias americanas anunciaram nesta terça-feira (5) que a prisão de imigrantes nos 10 primeiros meses do mandato do presidente Donald Trump teve um aumento de 42% se comparado aos 10 primeiros meses de 2016.

Segundo dados oficiais do Serviço de Imigração (ICE), 143.470 imigrantes foram presos no ano fiscal de 2017 (que vai de outubro de 2016 a setembro de 2017), sendo que 92% dessas prisões se referem a estrangeiros em situação irregular e já condenados criminalmente, ou à espera de uma condenação.

O diretor interino do ICE, Thomas Homan, apontou que se considerarem somente o período entre 20 de janeiro – data da posse de Trump – até o fim do ano fiscal, em setembro, foram presos 110.568 estrangeiros.

“Isso representa um aumento de 42% nas prisões de criminosos em relação ao mesmo período do ano anterior”, apontou o funcionário.

Segundo Homan, a sequência estatística muda bruscamente de tendência a partir do início de fevereiro, quando entrou em vigor a ordem de Trump de reforçar o controle, a prisão e a remoção de estrangeiros em situação irregular.

Queda de prisões na fronteira

No entanto, houve uma queda de 23,7% nas prisões de pessoas que tentam entrar clandestinamente no país, como resultado de uma onda migratória menos intensa. No último ano fiscal, a Patrulha Fronteiriça interceptou 310.531 pessoas, sendo que a grande maioria delas, (303.916) foram registradas na fronteira com o México, onde o presidente deu ordens para que seja construído um muro.

Guardas de patrulha da fronteira dos EUA caminham perto de um protótipo do muro que o presidente dos EUA Donald Trump pretende colocar na fronteira com o México nesta foto tirada do lado mexicano da fronteira, em Tijuana (Foto: Jorge Duenes/Reuters) Guardas de patrulha da fronteira dos EUA caminham perto de um protótipo do muro que o presidente dos EUA Donald Trump pretende colocar na fronteira com o México nesta foto tirada do lado mexicano da fronteira, em Tijuana (Foto: Jorge Duenes/Reuters)

Guardas de patrulha da fronteira dos EUA caminham perto de um protótipo do muro que o presidente dos EUA Donald Trump pretende colocar na fronteira com o México nesta foto tirada do lado mexicano da fronteira, em Tijuana (Foto: Jorge Duenes/Reuters)

Em geral, os números mostram que enquanto a Patrulha Fronteiriça experimentou uma leve redução no número de capturas, o Serviço Migratório fortaleceu suas operações no interior do país.

As estatísticas mostram que o volume de deportações também diminuiu ligeiramente. No ano fiscal de 2017 foram deportadas 226.119 pessoas, o que representou uma pequena queda de 6% em relação às 240.255 deportações do ano fiscal de 2016. Segundo o ICE, isso ocorreu devido à queda nas prisões feitas nas fronteiras.

Veto imigratório

As estatísticas foram anunciadas um dia após a Suprema Corte do país permitir que entre plenamente em vigor o veto migratório de Trump a pessoas de seis países de maioria muçulmana.

O ato significa que agora serão proibidas de entrar nos EUA pessoas vindo do Irã, Líbia, Síria, Iêmen, Somália e Chade. Cortes inferiores tinham antes delimitado que o veto era válido somente para pessoas sem parentes morando nos Estados Unidos ou outras conexões já estabelecidas com o país. Disputas legais continuam em andamento em cortes inferiores.

O veto de Trump também inclui pessoas da Coreia do Norte e alguns funcionários do governo da Venezuela, mas as cortes inferiores já tinham autorizado essas determinações a entrar em vigor.

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