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Polícia investiga furto de computador de ex-assessor da distrital Sandra Faraj

Polícia investiga furto de computador de ex-assessor da distrital Sandra Faraj

23 fevereiro
06:20 2018

Aparelho teria documentos ‘comprometedores’ sobre parlamentar, diz dono de empresa de publicidade. Deputada afirma que ‘acusações são levianas’.

Polícia investiga caso do computador furtado do ex-assessor de deputada

Polícia investiga caso do computador furtado do ex-assessor de deputada

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o furto de um computador do ex-assessor da deputada distrital Sandra Faraj (sem partido) e dono da empresa de publicidade Netpub. Segundo Filipe Nogueira, o escritório foi arrombado em 9 de fevereiro do ano passado. Na ação, os suspeitos teriam levado apenas o computador, deixando para trás outros itens valiosos.

A empresa firmou contrato com a parlamentar, em 2015, por R$ 174 mil para fornecer serviços de publicidade e informática, segundo o Ministério Público. Passados dois anos, a Netpub diz que recebeu apenas R$ 31,8 mil desse valor.

“Havia Ipad, Iphone, R$ 3 mil e outros computadores”, disse Nogueira. No depoimento à polícia, o empresário contou que o furto ocorreu no horário em que ele estava ausente no escritório por causa de um pedido de reunião da chefe de gabinete da parlamentar.

O sumiço do computador é investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e, na abertura do inquérito, o delegado afirmou que pretende ouvir a deputada.

Em nota, a distrital afirmou que não foi notificada e ouvida em relação ao suposto furto. Ela disse também que a acusação é “mais uma história fantasiosa arquitetada com o objetivo de expor a imagem da parlamentar”. “As acusações são levianas e não há provas”, completou a deputada.

De acordo com empresário, o computador tinha informações importantes, como as planilhas de custos de serviços prestados à Sandra Faraj.

“São arquivos que comprometeriam algumas coisas ou trariam questionamentos. Então, para evitar escândalos, ela pediu várias vezes para eu excluir esses arquivos”, apontou o empresário.

A deputada Sandra Faraj (SD), autora do projeto que inclui o tema “valores de ordem familiar” como conteúdo transversal nas escolas públicas do DF" (Foto: Carlos Gandra/CLDF) A deputada Sandra Faraj (SD), autora do projeto que inclui o tema “valores de ordem familiar” como conteúdo transversal nas escolas públicas do DF" (Foto: Carlos Gandra/CLDF)

A deputada Sandra Faraj (SD), autora do projeto que inclui o tema “valores de ordem familiar” como conteúdo transversal nas escolas públicas do DF” (Foto: Carlos Gandra/CLDF)

Sandra Faraj e Netpub

A relação da deputada com a Netpub tem outros capítulos. A distrital responde a uma ação de improbidade, que foi levada à Justiça em outubro de 2017, e pedia o pagamento de multa de R$ 426 mil, de indenização por danos morais de R$ 142 mil e o bloqueio de bens da parlamentar no mesmo valor, R$ 142 mil. Em janeiro deste ano, a Justiça mandou desbloquear parte das contas bancárias da deputada.

O Ministério Público argumenta que Sandra Faraj “se valeu do cargo que ocupava para auferir vantagem patrimonial indevida”. De acordo com a ação, a “falta de honestidade e a deslealdade para com as relevantes funções que lhe foram atribuídas” justificam a suspensão dos direitos políticos por oito anos e a proibição de contratação com o poder público por cinco anos.

Outros casos similares ao da Netpub são investigados pelo MP, que deflagrou em abril de 2017 a primeira fase da operação Heméra. Na época, o irmão da distrital e pastor Fadi Faraj e servidores comissionados de Sandra também foram alvos da ação.

Desde junho, Sandra também responde na Justiça a uma denúncia pelo crime de estelionato, relacionado ao mesmo caso. Um processo de cassação do mandato por quebra de decoro chegou a tramitar na Comissão de Ética da Câmara Legislativa, mas foi arquivado em agosto.

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