PM expulsa soldado que matou ex-namorada no DF – Jornal Cometa

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PM expulsa soldado que matou ex-namorada no DF

PM expulsa soldado que matou ex-namorada no DF

08 março
08:43 2019

Por G1 DF e TV Globo

Policial militar Ronan Menezes Rego e a ex-namorada Jessyka Lainara  — Foto: TV Globo/Reprodução

Policial militar Ronan Menezes Rego e a ex-namorada Jessyka Lainara — Foto: TV Globo/Reprodução

A Polícia Militar do Distrito Federal expulsou da corporação o soldado Ronan Menezes do Rego – preso desde maio de 2018 por matar a ex-namorada, Jéssyka Laynara. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (7).

No documento, consta que o militar foi “licenciado a bem da disciplina”. Na prática, esse licenciamento significa a expulsão dos quadros da corporação.

Segundo a PMDF, a “conduta exposta [por Ronan] é incompatível com a função policial militar: de preservar vidas e a ordem pública”.

A expulsão, conforme apontou a PMDF, começou a contar a partir do dia 19 de fevereiro deste ano. O G1 tenta contato com a defesa do ex-soldado.

Policial militar é suspeito de matar namorada, de 25 anos, a tiros — Foto: Arquivo pessoal

Policial militar é suspeito de matar namorada, de 25 anos, a tiros — Foto: Arquivo pessoal

Salário

Em 14 de fevereiro, o G1 mostrou que, mesmo na cadeia, Ronan estava recebendo salário integral e benefícios. No acumulado, os cofres públicos já tinham desembolsado R$ 43,97 mil para o soldado durante o período em que ele ficou sem trabalhar, de acordo com o Portal da Transparência.

Na época, a Polícia Militar havia informado que o pagamento era garantido em lei e que o corte do salário ofende o princípio da presunção de inocência “por se tratar de antecipação de pena antes mesmo de qualquer condenação”.

A lei também não obriga o militar a devolver o salário que recebeu na cadeia.

Na Justiça

Ronan está preso por tempo indeterminado na carceragem de um batalhão policial próximo ao Complexo da Papuda. Ele será julgado pelo Tribunal do Júri por feminicídio, ameaça contra Jéssyka Laynara e tentativa de homicídio contra Pedro Henrique Torres.

Depois de matar Jessyka, o policial foi até a academia frequentada pela jovem e atirou no professor dela, Pedro Henrique Torres. A vítima foi levada em estado grave para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Ele recebeu alta médica após seis dias de internação.

Por falta de provas contundentes, foi rejeitada a acusação de ameaça contra a mãe da jovem assassinada – o que poderia aumentar a pena final dele em até seis meses.

O dia do julgamento do policial ainda não foi definido, mas o processo já está na fase de preparação para o júri.

Agressões

A família de Jessyka contou que a jovem escondia que era ameaçada e agredida pelo ex-namorado. Duas semanas antes do assassinato, uma amiga recebeu fotos e áudios em que Jessyka dizia “ter vergonha” de contar que apanhava. Ela contou ainda que escondia com maquiagem as marcas das agressões.

Em uma das mensagens de voz enviada à amiga, a estudante contou que “não conseguia andar” após as agressões. “Domingo, para você ver como eu estava, eu não conseguia andar”, disse.

Transcrição do áudio enviado por Jéssyka à amiga — Foto: TV Globo/Reprodução Transcrição do áudio enviado por Jéssyka à amiga — Foto: TV Globo/Reprodução

Transcrição do áudio enviado por Jéssyka à amiga — Foto: TV Globo/Reprodução

“Estava sentindo tanta dor no estômago, levei tanto murro no estômago, tantos chutes nas pernas, minhas pernas estão todas verdes.” Com medo, Jessyka não registrou ocorrências na Polícia Civil.

Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.

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