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PF indicia primeira-dama de Minas e secretários estaduais na Acrônimo

PF indicia primeira-dama de Minas e secretários estaduais na Acrônimo

24 abril
13:19 2017

Foram indiciados também dois executivos e um publicitário investigados na operação que apura um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais.

Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, ao lado da mulher Carolina Oliveira, na entrega da Medalha da Inconfidência. (Foto: Reprodução/Rede Minas) Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, ao lado da mulher Carolina Oliveira, na entrega da Medalha da Inconfidência. (Foto: Reprodução/Rede Minas)

Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, ao lado da mulher Carolina Oliveira, na entrega da Medalha da Inconfidência. (Foto: Reprodução/Rede Minas)

A Polícia Federal (PF) indiciou Carolina Pimentel, mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); o secretário de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais, Marco Antônio Rezende Teixeira, e o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães. Foram indiciados também dois executivos e um publicitário. Todos os indiciados são investigados na Operação Acrônimo.

A informação foi publicada nesta segunda-feira (24) pelo jornal “O Estado

de São Paulo” e confirmada pela TV Globo.

Carolina Pimentel foi indiciada por corrupção, lavagem de dinheiro e crime eleitoral. Antonio Maciel, ex-presidente da Caoa, e o presidente do grupo Aliança, Elon Gomes, foram indiciados por falsidade ideológica e crime eleitoral. Não há acusação contra as duas empresas. O publicitário Vitor Nicolato também foi indiciado. As acusações contra os secretários não foram divulgadas.

O advogado Thiago Bouza, que integra a defesa da primeira-dama, disse que teve acesso ao indiciamento e falou que vai se pronunciar somente nos autos, pois o processo corre em segredo de Justiça. O defensor afirmou ainda que não conseguiu ter acesso à integra das investigações.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Casa Civil e Relações Institucionais informou que Marco Antônio Teixeira vai se manifestar somente após ter acesso aos autos da investigação. O G1 aguarda os retornos do Grupo Aliança e do secretário Helvécio Magalhães. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Antonio Maciel, ex-presidente da Caoa, e do publicitário Vitor Nicolato.

A operação apura um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais e recebimento de vantagens indevidas por parte de agentes públicos. O governador de Minas é suspeito de ter utilizado os serviços de uma gráfica durante a campanha eleitoral de 2014 sem a devida declaração dos valores, e de ter recebido “vantagens indevidas” do proprietário dessa gráfica, o empresário Benedito Oliveira, conhecido como Bené. Pimentel já foi indiciado duas vezes pela Polícia Federal e denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Polícia Federal apurou se a primeira-dama, que é jornalista, manteve uma empresa de fachada no Distrito Federal, usada pela organização do empresário Benedito de Oliveira. Em depoimento à Polícia Federal, Carolina ficou calada. Na ocasião, o advogado da primeira-dama, Pierpaolo Bottini, entregou documentos à Justica que, segundo ele, comprovam a inocência de Carolina. Pimentel nega as acusações envolvendo ele e a primeira-dama, que classificou como “equívoco”.

A empresa de comunicação que pertencia à jornalista teria sido usada, segundo a Polícia Federal, pelo grupo de Benedito para movimentação financeira indevida.

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