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Pacientes enfrentam tumulto e desinformação para marcar consultas na Central de Regulação de Goiânia

Pacientes enfrentam tumulto e desinformação para marcar consultas na Central de Regulação de Goiânia

26 setembro
09:22 2017

Problemas aumentaram após Organização Social que fazia o trabalho há dez anos encerrar o contrato com a prefeitura alegando falta de pagamento.

Pacientes enfrentam tumulto e desinformação para marcar consultas na Central de Regulação

Pacientes enfrentam tumulto e desinformação para marcar consultas na Central de Regulação

Os pacientes que precisam marcar consultas, exames e até cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão enfrentando longas filas, tumulto e desinformação na Central de Regulação de Goiânia. Os problemas aumentaram após a Organização Social (OS) que fazia a o trabalho há dez anos encerrar o contrato com a prefeitura. Uma gestante teve que esperar sentada no chão por falta de lugar para sentar.

O primeiro atendimento é feito nos postos de saúde. Quando o médico entende que o paciente precisa de exames mais detalhados ou passar por um especialista, ele é encaminhado para a Central de Regulação. A demora no atendimento revolta quem precisa de consultas.

“Eles agendaram a consulta para abril de 2018. Então essa é a minha preocupação é um descaso para o ser humano, uma pessoa que sofreu um AVC esperar esse tanto de tempo”, disse a tosadora Necí Braga.

Angelita Ferreira deu entrada em um pedido há três meses, por sentir fortes dores no braço e não conseguir trabalhar. Ela precisa fazer um raio-x, mas até agora não conseguiu. “Já entreguei meus papeis todos e até agora nada. Meu desespero é grande, porque eu sinto muita dor e ninguém reconhece, fica nesse empurra-empura”, contou.

Os funcionários do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), responsável pelo atendimento na central, trabalharam até o último dia 24. A OS alega que não conseguiu fazer o pagamento dos funcionários porque a prefeitura não faz o repasse de verbas desde novembro de 2016. Já a Secretaria Municipal de Saúde explicou que, este ano, já repassou R$ 6 milhões à organização e que metade do valor é referente a dívidas antigas, e por isso houve atraso nos pagamento deste ano.

Pacientes enfrentam tumulto na Central de Regulação (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) Pacientes enfrentam tumulto na Central de Regulação (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Pacientes enfrentam tumulto na Central de Regulação (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Com isso, desde o início desta semana, o serviço é feito por funcionários da prefeitura e as reclamações aumentaram. “Eu demorei 40 minutos só para chegar no guichê e era apenas colocar uma data. Se tivesse preparo, tinha alguém na fila para falar isso”, disse o barbeiro Marlon Barbosa

Grávida de sete meses, a professora Alessandra França sentou no chão por não ter mais lugar para esperar e nem atendimento preferencial. “Não tem senha, estão chamando pelo nome, então não sei que posição que eu estou, não sei se tem 200 pessoas na minha frente”, reclamou.

Dentro da unidade, além do aperto pela grande quantidade de pessoas, faltam bebedouros e o ar condicionado está quebrado. A Secretaria Municipal de Saúde informou que já abriu uma ordem de serviço para consertar o ar-condicionado e aguarda a entrega dos novos bebedouros.

Sobre as reclamações de demora no atendimento, o órgão diz que os problemas serão resolvidos, mas levará um tempo. “Em torno de dois ou três meses nós acreditamos que a situação esteja equacionada com condições bem melhores para o paciente”, disse a secretária de Saúde, Fátima Mrue.

Segundo a titular da pasta, um novo sistema de informática está sendo instalado para integrar todos os serviços na área de saúde. “Estamos com uma força tarefa para que isso tudo seja resolvido e os pacientes não precisem mais se dirigir à Central de Regulação para fazer esse agendamento”, completou.

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