MP-GO denuncia empresário por estupro e morte de motorista de app em Aparecida de Goiânia

Crime aconteceu após viagem com o suspeito e cantores sertanejos. Depois de preso, Parsilon dos Santos confessou ter assassinado Vanusa Ferreira após ela se recusar a manter relações sexuais com ele.

Por Sílvio Túlio, G1 GO

08/02/2019 06h44 Atualizado há uma hora

Vanusa foi morta após corrida fora do aplicativo com empresário e cantores sertanejos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Vanusa foi morta após corrida fora do aplicativo com empresário e cantores sertanejos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou o empresário Parsilon Lopes dos Santos pela morte da motorista de aplicativo Vanusa da Cunha Ferreira, de 36 anos, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. Ele responderá por homicídio, estupro e ocultação de cadáver.

O G1 tenta localizar a defesa de Parsilon.

Técnica em enfermagem e motorista nas horas vagas, Vanusa foi encontrada morta na noite do dia 20 de janeiro, no Jardim Copacabana. Horas antes, o carro dela foi achado em uma rua vicinal da cidade e passou por perícia. Parsilon foi preso no dia seguinte.

Ao ser apresentado à imprensa, Parsilon confessou o crime e disse que o cometeu após a vítima se negar a manter relação sexual com ele depois de uma corrida particular. Segundo a Polícia Civil, ele ainda tentou estuprar a mulher após matá-la.

Na denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Milton Marcolino, consta que Vanusa levou o empresário, uma dupla sertaneja e outro músico até uma casa de shows onde se apresentariam.

Após a apresentação, narra o MP, a motorista deixou os músicos em casa e depois levou Parsilon até a chácara em que moravam, onde a corrida seria finalizada.

Parsilon Lopes foi preso e confessou ter matado motorista de app — Foto: Vitor Santana/G1

Parsilon Lopes foi preso e confessou ter matado motorista de app — Foto: Vitor Santana/G1

Porém, conforme a investigação, no local, o empresário obrigou a vítima a entrar no imóvel e depois de ameaçá-la, a estuprou. Em seguida, a matou batendo sua cabeça por várias vezes no chão. Por fim, arrastou seu corpo e o abandonou nos fundos da casa.

Neste caso, o MP entendeu que trata-se de homicídio qualificado, por utilização de meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminícidio.

Na ocasião da prisão, a Polícia Civil disse que o indiciaria, além do homicídio, por tentativa de estupro e vilipêndio de cadáver.

Confissão

Conhecido como Camargo, Parsilon aparece em vídeos e fotos enviados por Vanusa a parentes na noite do dia 18, dois dias antes do corpo ser encontrado. Na gravação, ele está com a dupla Zé Luccas e Matheus e outro músico em um bar de Goiânia, após um show dos sertanejos.

Zé Luccas conta que Camargo se apresentava como empresário da dupla, mas ainda não tinham assinado um contrato. Isso deveria ocorrer nos próximos dias.

 Vanusa aparece em foto com Parsilon dias antes do crime — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera  Vanusa aparece em foto com Parsilon dias antes do crime — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Vanusa aparece em foto com Parsilon dias antes do crime — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Após a prisão, Parsilon confessou o crime e disse ainda que abusou sexualmente da vítima. “Eu tirei a roupa, cheguei a fazer algumas coisas, mas não completei o ato”, afirmou.

O empresário já tinha outras cinco passagens pela polícia por crimes como ameaça, injúria e danos, todos praticados contra mulheres.

Zé Luccas e Matheus prestaram depoimento como testemunhas. Eles estão tristes pela morte da motorista e aliviados por ter ficado comprovado que não tiveram participação no crime.

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