‘Marido não é tratado como suspeito’, diz polícia sobre morte de mãe de três filhos no DF

Por Afonso Ferreira, G1 DF

Noélia Rodrigues de Oliveira tinha 38 anos e era gerente de uma loja de roupas, em Brasília — Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou nesta segunda-feira (21), que o marido de Noélia Rodrigues de Oliveira, de 38 anos não é tratado como suspeito do assassinato da vendedora (veja nota na íntegra). O corpo de Noélia foi encontrado por na última sexta-feira (18), com um tiro no rosto, em uma estrada de terra em Vicente Pires.

Mãe de três filhos, de 5, 9 e 16 anos – Noélia foi vista pela última vez saindo do trabalho, na noite de quinta-feira (17). Uma colega informou que a vendedora fechou a loja e disse que iria para casa “de carona” (veja mais abaixo).

A Polícia Civil do DF informou por meio de nota que, por enquanto, não vai mais se pronunciar sobre a morte de Noélia Rodrigues.

“A investigação passa por um momento crucial, toda a unidade se encontra totalmente empenhada na realização de diligências que resultem na elucidação do crime”, diz a PCDF.

Noélia Rodrigues foi assassinada com um tiro no rosto em uma estrada de terra em Vicente Pires, no DF — Foto: Facebook/Arquivo pessoal

Noélia Rodrigues foi assassinada com um tiro no rosto em uma estrada de terra em Vicente Pires, no DF — Foto: Facebook/Arquivo pessoal

Investigação

A Polícia Civil investiga o crime como feminicídio. Ao G1, a delegada-chefe da 38ª DP, de Vicente Pires, Adriana Romana, disse ainda na sexta-feira que a polícia mudou a tipificação do crime – inicialmente registrado como homicídio. Se confirmado, este será o 27º caso em 2019.

“Nós vamos adotar o protocolo de feminicídio. Caso seja outro crime, mudaremos a tipificação.”

Agentes da 38ª DP estiveram na loja onde Noélia trabalhava, conversaram com funcionários e analisaram imagens de câmeras de segurança.

Agentes da 38ª DP estiveram na loja onde Noélia Rodrigues trabalhava, conversaram com funcionários e analisaram imagens de câmeras de segurança — Foto: Afonso Ferreira/G1

Agentes da 38ª DP estiveram na loja onde Noélia Rodrigues trabalhava, conversaram com funcionários e analisaram imagens de câmeras de segurança — Foto: Afonso Ferreira/G1

Carona e desaparecimento

Segundo colegas de Noélia, a vendedora ficou responsável por fechar a loja de roupas onde trabalhava. A reportagem conversou com uma colega de trabalho da vítima.

“Antes de sair, eu chamei ela para irmos juntas. Mas ela disse que ia de carona para casa”, afirmou uma colega.

Foi o marido de Noélia quem procurou a polícia, um dia após o desaparecimento. A família chegou a divulgar em redes sociais um pedido de ajuda para encontrar a vítima.

Na sexta-feira (18), às 9h45, o marido da vendedora foi até a 5ª Delegacia de Polícia, na área central de Brasília, comunicar o desaparecimento. No mesmo horário, a Polícia Militar disse que recebeu uma ligação informando que o corpo de uma mulher havia sido encontrado no assentamento 26 de Setembro, próximo a Vicente Pires.

Velório de Noélia Rodrigues de Oliveira, de 38 anos, ocorreu no cemitério de Taguatinga — Foto: Afonso Ferreira/G1
Velório de Noélia Rodrigues de Oliveira, de 38 anos, ocorreu no cemitério de Taguatinga — Foto: Afonso Ferreira/G

Pedidos de justiça

Parentes e amigos de Noélia Rodrigues de Oliveira, de 38 anos, se reuniram neste domingo (20) para a despedida à vendedora, assassinada com um tiro no rosto.

Durante o velório de Noélia, parentes e amigos lembraram que “ela era uma pessoa alegre, lutadora e guerreira”. A família carregava rosas brancas.

O marido chegou acompanhado dos dois filhos mais novos. O homem não falou com os jornalistas e foi consolado por amigos e parentes.

O que diz a PCDF?

Por meio de nota (leia íntegra abaixo), a Polícia Civil do Distrito Federal disse que só irá se manifestar se surgirem “novos fatos” ou quando o trabalho policial for concluído.

'Marido não é tratado como suspeito', diz polícia sobre morte de mãe de três filhos no DF — Foto: Polícia Civil/Divulgação

‘Marido não é tratado como suspeito’, diz polícia sobre morte de mãe de três filhos no DF — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Morte de mulheres

Um levantamento feito pelo G1 indica que houve, pelo menos, 26 casos de feminicídio registrados este ano no DF. Se confirmada a motivação para a morte de Noélia Rodrigues de Oliveira, o número de ocorrências chega a 27 (veja vítimas abaixo).

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