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Mais de 50 pessoas foram presas tentando entrar com drogas e celulares em presídios de Goiás em 2018; veja casos mais bizarros

Mais de 50 pessoas foram presas tentando entrar com drogas e celulares em presídios de Goiás em 2018; veja casos mais bizarros

09 abril
08:29 2018

G1 fez um levantamento das situações em que visitantes foram pegos com drogas escondidas nas partes íntimas, em garrafas de refrigerante, bolacha, maçã e até em ovos.

Por Murillo Velasco, G1 GO

Em 2018, 53 pessoas foram presas tentando entrar com drogas, celulares, bebidas alcoólicas entre outros objetos proibidos em presídios de Goiás, segundo dados da Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP). O G1 preparou uma lista com os casos mais inusitados ocorridos em unidades prisionais da Região Metropolitana e do interior (veja abaixo).

O diretor da Região Metropolitana da Administração Penitenciária, Leandro Ezequiel, disse ao G1 que os produtos mais apreendidos são celulares, drogas, chips de linhas telefônicas, carregadores, fermento e bebida alcóolica. “A questão das partes íntimas é muito frequente, além de fundos falsos de vasilhas. Por isso a gente pede para trazerem alimentos ou utensílios em recipientes transparentes”

“Já teve caso de sandálias, sapatos, em que retiraram as solas para esconder drogas, chip. Até mesmo na própria costura da roupa já pegamos”, disse

Todas as unidades prisionais de Goiás contam com vídeo monitoramento, no entanto, só as maiores possuem detectores de metais, Raio-X e cabines com sistema conhecido como Body Scan, que mapeia o corpo do visitante sem ser necessária a revista. Onde não existem estes equipamentos, os visitantes são submetidos à tradicional revista corporal.

Homem foi detido ao tentar entrar em presídio com maconha em biscoito (Foto: Reprodução/PM)

Homem foi detido ao tentar entrar em presídio com maconha em biscoito (Foto: Reprodução/PM)

De acordo com Leandro Ezequiel, mais de R$ 3 milhões foram investidos em equipamentos de segurança para tentar coibir a entrada de produtos ilegais nas unidades prisionais nos últimos anos. “A gente tem procurado treinar bastante os agentes na questão de estar verificando os materiais, até a própria postura de visitantes”.

“Ao notar algo estranho, os agentes pedem para que o suspeito seja submetido ao scanner, quando a unidade dispõe do equipamento, ou de uma revista mais detalhada, quando não há”, disse.

Conforme a DGAP, quem for flagrado tentando entrar no presídio com algum objeto proibido responde criminalmente pelo ato. No caso de quem é pego com drogas, pode responder por posse ou por tráfico de drogas.

Para quem é preso com celulares ou chips com linhas telefônicas pode responder pelo crime de favorecimento real à entrada de celular em estabelecimento prisional. No caso de senhas falsas, é autuado por uso de documento falso.

Após o flagrante, o caso é apurado pela autoridade policial. Caso o crime tenha ligação com o detento confirmada, o preso pode responder a mais um processo criminal e ter aumentada a pena. O reeducando pode ainda, segundo a DGAP, perder benefícios já recebidos, como a remissão da pena.

Fila de parentes para visitas no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Fila de parentes para visitas no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Quem pode visitar a cadeia?

Podem visitar as unidades prisionais pais, mães, filhos, irmãos ou companheiros de detentos. Para ter direito à visitação, a pessoa deve ir a uma das unidades do Vapt Vupt, se cadastrar apresentando documentos pessoais, comprovante de endereço e comprovação do vínculo com o preso a ser visitado.

Depois de fazer o cadastro, a pessoa deve entrar no site da Secretaria de Segurança Pública, preencher um formulário e imprimir a senha que será gerada. No dia da visitação, a senha deve ser apresentada junto com documento pessoal com foto.

Estes procedimentos valem para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Para as comarcas do interior do Estado, o cadastro é realizado na própria unidade prisional.

Outras pessoas que queiram visitar algum preso, mas não se enquadram nestes quesitos devem entrar em contado com a unidade prisional e agendar um horário para ir ao local em data destinada à visitação comum.

Site da SSP gera senhas para visitas após cadastro no Vapt Vupt (Foto: SSP/Reprodução)

Site da SSP gera senhas para visitas após cadastro no Vapt Vupt (Foto: SSP/Reprodução)

Veja os casos mais bizarros:

Celulares e drogas nas partes íntimas

Porção de maconha, carregadores de celular e cartões de memória apreendidos em Itumbiara (Foto: Diretoria-Geral de Administração Penitenciária/Divulgação)

Porção de maconha, carregadores de celular e cartões de memória apreendidos em Itumbiara (Foto: Diretoria-Geral de Administração Penitenciária/Divulgação)

No último dia 3 de abril, uma jovem de 24 anos, que está grávida, foi presa suspeita de tentar entrar na Casa de Prisão Provisória (CPP) com quatro aparelhos celulares e 200g de maconha nas partes íntimas, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. De acordo com a Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP), material foi identificado por meio de um detector no momento em que ela ia visitar o companheiro.

A jovem não foi a única a ser presa, nos últimos meses, com drogas ou aparelhos telefônicos dentro das partes íntimas. Relembre alguns casos:

Dupla foi presa ao tentar entrar em presídio com droga, em Caldas Novas, Goiás (Foto: DGAP/Divulgação)

Dupla foi presa ao tentar entrar em presídio com droga, em Caldas Novas, Goiás (Foto: DGAP/Divulgação)

Comidas ‘Recheadas’ de ilícitos

Maconha foi encontrada dentro de bolachas de água e sal em Caldas Novas  (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Maconha foi encontrada dentro de bolachas de água e sal em Caldas Novas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Bolachas recheadas são comuns no mercado de alimentos, mas não recheados com maconha, cocaína, ou até mesmo com equipamentos eletrônicos, como muitas vezes os agentes prisionais flagram em cadeias goianas.

Um adolescente de 16 anos foi apreendido, em Caldas Novas, quando tentava entrar no presídio do município com um pacote de bolachas de água e sal com tabletes de maconha no meio. Segundo a Polícia Civil, o rapaz não tinha nenhum grau de parentesco e não conhecia o preso para quem estava levando a droga, mas admitiu que sabia que a maconha estava lá.

Até o biscoito frito, que é sucesso nas feiras livres de Goiás, não escapa das pessoas mal-intencionadas que querem levar drogas ás unidades prisionais. Em Posse, na região nordeste do estado, um homem foi preso com biscoitos “recheados” com maconha. De acordo com a Polícia Militar, ele retirou o miolo do alimento para esconder a droga.

Maçã com “surpresa”: Uma mulher foi flagrada ao tentar entrar na Unidade Prisional de Aragarças, região noroeste de Goiás, com três carregadores de celular dentro de uma maçã. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, que na época também abrigava a Diretoria de Administração Penitenciária (SSPAP), os objetos seriam entregues ao marido dela, que está detido no local.

 Mulher tenta entrar em presídio com carregadores de celular dentro de maçã, em Goiás (Foto: Divulgação/SSPAP)

Mulher tenta entrar em presídio com carregadores de celular dentro de maçã, em Goiás (Foto: Divulgação/SSPAP)

‘Ovos de cachaça’

Em 2015, o G1 noticiou um caso que chamou atenção: uma mulher foi flagrada nesta tentando entrar no Presídio de Catalão, no sudeste de Goiás, com cerca de 20 ovos de galinha “recheados” com cachaça. O material seria entregue ao marido dela, que está preso no local. A direção do presídio acredita que a bebida seria para consumo do próprio detento.

Segundo os agentes penitenciários, a mulher confessou que fez um furo em cada um dos ovos, retirou a clara e a gema e injetou a aguardente. Em seguida, para evitar que o disfarce fosse descoberto, ela colou a abertura com cola e depois pintou com corretivo para caneta.

O material foi apreendido. Apesar de não ter sido presa, a mulher foi punida e ficou seis meses sem poder visitar o marido.

Mulher tenta entrar em presídio com ovos 'recheados' de cachaça, em Catalão, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Mulher tenta entrar em presídio com ovos ‘recheados’ de cachaça, em Catalão, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Creme dental de maconha

Há dois anos, uma mulher de 59 anos foi presa ao tentar entrar com 94 porções de maconha escondidas dentro de dois tubos de pasta de dente, na Unidade Prisional de Pires do Rio, região sul de Goiás. Ela confessou aos agentes prisionais, na época, que o entorpecente seria entregue ao filho dela, que cumpre pena por roubo no local.

Maconha estava escondida dentro de creme dental, em Goiás (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Maconha estava escondida dentro de creme dental, em Goiás (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

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