Mãe suspeita de matar filha de 2 anos a facadas no DF foi denunciada por feminicídio; entenda

Por G1 DF

Laryssa Moraes e a filha, de 2 anos, durante passeio; em imagem de novembro de 2019 — Foto: Instagram/Reprodução

Para o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), a jovem Laryssa Yasmin Pires de Moraes, de 21 anos, cometeu feminicídio ao matar a própria filha, Júlia Felix de Moraes, de 2 anos. Em denúncia apresentada à Justiça na segunda-feira (2), o MP afirma que o “crime foi cometido contra vítima mulher em contexto de violência doméstica”.

“A denunciada ceifou a vida de sua filha prevalecendo-se da relação íntima de afeto e da convivência no âmbito da unidade doméstica.”

O assassinato ocorreu na madrugada de 13 de fevereiro, em Vicente Pires. Além de matar a filha, a jovem teria usado uma faca para atacar o pai da criança, que ficou ferido no rosto (veja mais abaixo).

O Ministério Público também a denunciou por lesão corporal. Caso as acusações sejam aceitas pela Justiça, Laryssa se torna ré.

Ela está presa preventivamente desde a data do crime. Até a última atualização desta reportagem, o G1 não havia conseguido contato com a defesa da jovem.

Denúncia por feminicídio

Julia Felix de Moraes, de 2 anos, foi morta no DF — Foto: Instagram/Reprodução
Julia Felix de Moraes, de 2 anos, foi morta no DF — Foto: Instagram/Reprodução

A reportagem teve acesso a denúncia apresentada pelo Ministério Público à Justiça. O documento acusa Laryssa de Moraes de homicídio quadruplamente qualificado. Uma das quatro razões para o possível agravamento da pena da suspeita é o feminicídio.

Segundo o MP, além do contexto de violência doméstica, o crime foi praticado na presença do pai da criança. As outras três qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público são:

  1. Motivo torpe – porque Laryssa “matou a filha em razão do interesse paterno em obter a guarda da criança”;
  2. Emprego de meio cruel – Laryssa, “após as facadas, ainda tampou a boca da criança com um pano, revelando uma brutalidade fora do comum e em contraste com o mais elementar sentimento de piedade”;
  3. Recurso que dificultou a defesa da vítima – Laryssa “atacou covardemente uma criança de apenas 2 anos com facadas enquanto estava deitada e não esperava ser atacada pela própria mãe”.

O crime

Polícia Civil faz perícia em apartamento onde menina de 2 anos e 2 meses foi morta a facadas, no DF — Foto: Luiza Garonce/G1

Polícia Civil faz perícia em apartamento onde menina de 2 anos e 2 meses foi morta a facadas, no DF — Foto: Luiza Garonce/G1

O crime ocorreu no apartamento em que Laryssa, a filha e o ex-companheiro, Giuvan Felix moravam. O casal não tinha um relacionamento, mas vivia junto depois que os pais da jovem a expulsaram de casa.

Após o assassinato, a suspeita contou diferentes versões. Primeiro, enquanto era atendida pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), confessou o assassinato. Já na delegacia, disse que a filha havia sido morta pelo pai. No entanto, segundo a polícia, horas depois ela voltou assumir a autoria do crime.

À época do assassinato, o irmão de Giuvan Felix, disse que a suspeita mantinha uma boa relação com a menina e com a família e que “ninguém imaginava que poderia acontecer isso”.

“Aparentemente era uma relação boa, é até estranho acontecer isso. Ela era um amor com a filha dela. Matar a própria filha é loucura.”

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

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