Justiça cobra imagens para elucidar feminicídio envolvendo PM que matou ex-namorada no DF – Jornal Cometa

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Justiça cobra imagens para elucidar feminicídio envolvendo PM que matou ex-namorada no DF

Justiça cobra imagens para elucidar feminicídio envolvendo PM que matou ex-namorada no DF

13 fevereiro
08:57 2019

Por Gabriel Luiz, G1 DF

Policial militar é suspeito de matar namorada, de 25 anos, a tiros — Foto: Arquivo pessoal

Policial militar é suspeito de matar namorada, de 25 anos, a tiros — Foto: Arquivo pessoal

A Justiça do Distrito Federal deu dez dias para que sejam disponibilizadas imagens que mostrem as circunstâncias do dia do assassinato de Jéssyka Laynara, morta a tiros pelo ex-namorado – o policial militar Ronan Menezes do Rego. O crime ocorreu em 4 maio de 2018 e o caso agora será julgado por um júri popular.

As imagens foram solicitadas à academia frequentada por Jéssyka, que morreu em casa, na frente da família. No entanto, após matar a ex-namorada, de 25 anos, o soldado foi até a academia e atirou no professor de educação física Pedro Henrique Torres, de 29 anos. Ele sobreviveu. Pedro e Jéssyka tinham acabado de começar um relacionamento.

Segundo o juiz Lucas Sales da Costa, do Tribunal do Júri de Ceilândia, Jessyka e Ronan teriam comparecido à academia pela manhã no dia do crime.

O pedido para ter acesso às imagens de segurança partiu da defesa do policial militar. O G1 aguarda retorno da advogada dele, Kelly Moreira, para comentar o assunto.

Policial militar Ronan Menezes Rego e a ex-namorada Jessyka Lainara  — Foto: TV Globo/Reprodução

Policial militar Ronan Menezes Rego e a ex-namorada Jessyka Lainara — Foto: TV Globo/Reprodução

Aviso

Na decisão em que faz os preparativos para o dia do julgamento, o juiz também deu um aviso à parte de acusação. Por mais que o magistrado tenha autorizado o levantamento da ficha de Ronan, ele pediu cautela na hora de divulgar para os jurados os antecedentes do soldado.

Segundo o juiz, as informações podem afetar a parcialidade do júri porque o que está em julgamento é o caso em si, e não os antecedentes do policial militar. O histórico dele não foi divulgado para a imprensa.

“Em suma, não possuindo os jurados, em tese, conhecimento jurídico, é de se admitir que desconheçam a regra de que se deve julgar o fato, e não o autor”, declarou o juiz.

Por isso, pede para que “se evitem contundentes referências em plenário a respeito de eventuais fatos praticados” por Ronan Menezes.

Ainda assim, se for preciso fazer menção ao passado do militar, têm que lembrar ao júri que “condenações desprovidas de trânsito em julgado [por ainda caber recurso], certidão de passagens e inquéritos policiais, por exemplo, não têm serventia para considerar culpado o acusado”.

Ronan Menezes do Rego, acusado de matar a ex — Foto: Reprodução

Ronan Menezes do Rego, acusado de matar a ex — Foto: Reprodução

Júri popular

Ronan está preso desde maio de 2018, na carceragem de um batalhão policial próximo ao Complexo da Papuda. Ele será julgado pelo Tribunal do Júri por feminicídio e ameaça contra Jéssyka Laynara e tentativa de homicídio contra Pedro Henrique Torres.

Por falta de provas contundentes, foi rejeitada a acusação de ameaça contra a mãe da jovem assassinada – o que poderia aumentar a pena final dele em até seis meses.

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