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‘Interferência do governo tem sempre um risco’, diz Maia sobre disputa por comando na Câmara

‘Interferência do governo tem sempre um risco’, diz Maia sobre disputa por comando na Câmara

26 novembro
09:59 2018

Por Andréia Sadi


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante a sessão no plenário — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante a sessão no plenário — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante a sessão no plenário — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu, em entrevista ao blog, que o Palácio do Planalto se mantenha neutro durante a disputa para o comando da Casa – em fevereiro – deixando a discussão a cargo dos partidos.

oposição – e quer a garantia do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de que não haverá interferência direta na disputa.

A reportagem procurou integrantes do governo Bolsonaro. De forma reservada, auxiliares do presidente eleito afirmam que o “desejo” de Bolsonaro é de se manter neutro mas, seu partido, o PSL, tem dado trabalho.

Motivo: Luciano Bivar, presidente do partido e deputado federal reeleito, tem insistido na candidatura à presidência da Casa. Uma ala do governo Bolsonaro disse ao blog preferir que a discussão fique a cargo da Câmara, “sem interferência direta de Bolsonaro”.

Mas falta combinar com o grupo de Bivar, que usa a pré-candidatura para pressionar o governo eleito por mais espaço com ministérios, por exemplo, queixando-se exatamente do tamanho do DEM – partido de Maia – na Esplanada dos Ministérios.

Até aqui, o DEM já contabiliza três pastas – Casa Civil, Agricultura e Saúde.

Em nome do voto

Maia tem articulado nos bastidores com aliados à sua candidatura, inclusive procurou integrantes do PRB, como interlocutores do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. O PRB também quer lançar candidato próprio – o deputado João Campos (PRB-GO).

Nos bastidores, o Progressistas, partido do chamado “Centrão”, quer, em troca do voto a Maia, votar matérias na Câmara que afrouxem punições a crimes cometidos por alvos de investigações policiais, como a Lava Jato. Para evitar desgastes na disputa da Câmara, aliados de Maia defendem que a discussão comece no Senado, mas ainda não chegaram a um consenso.

 — Foto: Editoria de Arte / G1  — Foto: Editoria de Arte / G1

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