Foragido da Justiça do Maranhão, pai é preso em Goiás suspeito de estuprar as filhas após dar remédio para elas dormirem

Por Rafael Oliveira, G1 GO

Foragido da Justiça do Maranhão, homem de 40 anos é preso em Valparaíso de Goiás — Foto: Polícia Civil de Goiás/Divulgação

Um homem de 40 anos foragido da Justiça do Maranhão sob acusação de estuprar as duas filhas, de 8 e 9 anos, foi preso nesta terça-feira (10) em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. O delegado Olemar Santiago, que efetuou a prisão, disse que a denúncia do Ministério Público maranhense relata o uso de soníferos nas crianças para fazer os estupros enquanto dormiam.

A Polícia Civil informou que o acusado não apresentou advogado até a última atualização desta reportagem. Assim, o G1 não conseguiu localizar a defesa homem para que se posicione sobre os crimes.

A denúncia que o delegado teve acesso aponta que o modo de agir, inicialmente, consistia em dar remédios para as meninas, induzindo-lhes ao sono para que os abusos acontecessem em seguida. Depois de um tempo, conforme a investigação, o acusado passou a estuprar uma criança na frente da outra.

Conforme a denúncia do Ministério público do Maranhão, os crimes ocorreram diversas vezes durante os anos de 2015 a 2018, enquanto o homem morava com as crianças. Ainda segundo a denúncia, a mãe expulsou o marido de casa quando descobriu os estupros.

Prisão

O delegado obteve endereços de parentes onde o homem estaria escondido e a equipe policial passou a fazer vigílias com o objetivo de efetuar a prisão. O suspeito tinha um mandado de prisão preventiva contra si, expedido pela Comarca de Coelho Neto, no Maranhão.

“Havia indicações de que ele estaria na cidade [Valparaíso]. Desde a semana passada, as equipes procuravam por ele em alguns endereços de parentes e hoje encontraram ele. Tem processo aberto no Maranhão e ele fugiu no meio do processo. A mãe das crianças expulsou ele de casa após descobrir os estupros, diz a denúncia do MP-MA”, relata Olemar Santiago.

O homem foi recolhido ao presídio local, devendo ser, posteriormente, recambiado ao estado onde cometeu os crimes, de acordo com o delegado Olemar Santiago.

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