Escola do Riacho Fundo II, no DF, vota se quer ou não participação da PM na gestão

Por G1 DF

Alunos cantam o hino nacional no Centro Educacional 308 no Recanto das Emas, escola militarizada do DF — Foto: Carolina Cruz/G1 DF

Pais, alunos e professores do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 1, do Riacho Fundo II, no Distrito Federal, decidem na noite desta segunda-feira (28) se querem ou não participar do programa de gestão compartilhada com a Polícia Militar. De acordo com a Secretaria de Educação, no sábado (26), durante assembleia, a comunidade sinalizou ser favorável à militarização.

O Governo do Distrito Federal, além do modelo próprio de gestão das escolas públicas com policiais militares e bombeiros, aderiu ao programa do Ministério da Educação (MEC) de gestão compartilhada com as Forças Armadas.

Desde o início do ano, até esta segunda-feira, dez escolas do DF já trabalhavam em parceria com os militares (veja relação abaixo). A votação no CEF 1, conforme a secretaria, vai até as 21h e o resultado deve ser divulgado ainda nesta segunda.

Caso a escola decida pela militarização, o GDF irá definir se ela passa a integrar o programa do MEC ou o estabelecido pelo Distrito Federal.

Estudante participa de votação para gestão compartilhada com PM em escolas do Distrito Federal — Foto: Secretaria de Educação do DF / Divulgação

Estudante participa de votação para gestão compartilhada com PM em escolas do Distrito Federal — Foto: Secretaria de Educação do DF / Divulgação

  1. e palestras)
  2. Ações disciplinares voltadas à formação cívica, moral e ética

São atividades dos servidores da Secretaria de Educação:

  • Gestão administrativa da escola (financeiro e institucional)
  • Gestão pedagógica (conteúdo das aulas, provas e projetos)
  • Cumprimento do Projeto Político-Pedagógico, conforme Leis de Diretrizes Educacionais

Metas

  • Aumentar as taxas de aprovação dos estudantes, assim como no acesso a Instituições de Ensino Superior e a maior inserção no mercado de trabalho
  • Reduzir as taxas de reprovação, abandono e evasão escolar
  • Alcançar e superar as metas estabelecidas, nas Unidades Escolares, para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb;
  • Facilitar a construção de valores cívicos e patrióticos
  • Aumentar a disciplina e o respeito hierárquico;
  • Conscientização dos deveres e direitos, em respeito às garantias previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente
  • Obter avanços nos parâmetros de segurança pública por meio da participação integrada da sociedade
  • Reduzir o índice de criminalidade no âmbito escolar, bem como na região onde a escola esteja situada

Quais são as escolas militarizadas no DF?

  1. Centro Educacional 3 de Sobradinho
  2. Centro Educacional 308 do Recanto das Emas
  3. Centro Educacional 1 da Estrutural
  4. Centro Educacional 7 de Ceilândia
  5. Centro Educacional Condomínio Estância III de Planaltina
  6. Centro Educacional 1 do Itapoã
  7. Centro de Ensino Fundamental 19 de Taguatinga
  8. Centro de Ensino Fundamental 1 do Núcleo Bandeirante
  9. Centro de Ensino Fundamental 407 de Samambaia
  10. Centro Educacional 416 de Santa Maria

O GDF pretende implementar o projeto em 40 escolas até 2020. A Secretaria de Educação e a Secretaria de Segurança pública selecionam as escolas com base nos índices de vulnerabilidade da região. Em seguida, a escola informa se adere, podendo ou não fazer debates e votação com a comunidade escolar para tomar a decisão.

Desde o começo do ano, apenas duas escolas votaram contra a militarização em Brasília. O Gisno (Asa Norte) e o CEF 407 (Samambaia) disseram não à proposta. À época, a negativa fez com que o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmasse ao G1 que iria implementar o modelo “de qualquer jeito”.

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