Deputado confunde Brecht com Bertoldo Brecha em discurso na Alerj

Gafe ocorreu durante votação que revogou as prisões do presidente da Casa, Jorge Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi.

Deputado estadual confunde Brecht com Bertoldo Brecha em discurso na Alerj

Deputado estadual confunde Brecht com Bertoldo Brecha em discurso na Alerj

O deputado estadual André Lazaroni (PMDB) cometeu uma gafe nesta sexta-feira (17) quando discursava durante a sessão extraordinária da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que decidiu pela libertação dos parlamentares Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi.

Ao defender a soltura dos colegas, André Lazaroni se confundiu e citou “Bertoldo Brecha”, personagem da Escolinha do Professor Raimundo, quando na verdade queria se referir ao dramaturgo alemão Bertolt Brecht. A frase citada por ele foi: “Ai do povo que precisa de heróis.”

O deputado Marcelo Freixo (PSOL) declarou que tentou corrigir Lazaroni.

“Eu fui surpreendido, não sabia que o deputado [André Lazaroni] conhecia o filósofo Bertolt Brecht, de quem gosto muito e sempre utilizo nas minhas campanhas”, disse.

Na semana passada, Freixo espalhou camisas com a frase “Nada deve parecer impossível antes de mudar”, de Brecht.

“Mas ele [Brecht] nunca trabalhou no Programa do Chico Anysio. Eu corrigi o deputado por mania de professor de história, não costumo fazer isso, mas aí foi demais. Em homenagem ao Brecht, achei justo que corrigisse”, afirmou Freixo.

Lazaroni ocupa o cargo de secretário de Cultura do estado e foi exonerado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) na segunda-feira (13). O objetivo de Pezão, que exonerou outros quatro secretários com mandato na Alerj, era garantir a aprovação, pela Casa, da indicação de Albertassi para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A votação, que estava marcada para a terça (14), acabou suspensa pela Justiça.

Ao defender a soltura dos deputados, Lazaroni afirmou que o voto pela prisão é político, e não técnico. “Neste país não tem santo. Se fôssemos santos aqui não estaríamos”, disse. “Não estou aqui para julgar colega. O que decidiremos é se respeitamos a Constituição Federal”, completou o deputado.

Sob protestos do lado de fora, a Assembleia do Rio decidiu soltar os parlamentares, que tiveram sua prisão decretada na véspera, no âmbito da Operação Cadeia Velha, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.