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Corregedor e candidato à presidência da Alerj estão entre presos da Lava Jato; saiba quem é quem

Corregedor e candidato à presidência da Alerj estão entre presos da Lava Jato; saiba quem é quem

08 novembro
09:48 2018

Chiquinho da Mangueira foi eleito corregedor e tem função de investigar colegas e abrir inquéritos. André Corrêa já anunciou que será um dos candidatos a presidente da Assembleia.

or Gabriel Barreira, G1 Rio

 

08/11/2018 07h51 Atualizado há 29 minutos

 

 

Chiquinho da Mangueira é preso e levado para a sede da PF

Entre os presos na manhã desta quinta-feira (8) na Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio, estão o corregedor e um dos candidatos à presidência da Assembleia Legistlativa do Rio (Alerj). Veja abaixo quem é quem entre os alvos da ação.

SIGA: PF busca deputados na Operação Furna da Onça

A operação Furna da Onça é um desdobramento da Cadeia Velha, deflagrada há um ano. Dez deputados são alvo da operação, sendo que três deles já estão presos. O alvo é o grupo político da base do MDB do ex-governador Sérgio Cabral. O Ministério Público Federal suspeita da continuidade da corrupção mesmo após as operações.

Chiquinho da Mangueira (preso)

O deputado Chiquinho da Mangueira (Podemos) é o corregedor parlamentar da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ao corregedor, cabe abrir investigações e presidir inquéritos contra colegas.

Ele foi eleito com 45 votos favoráveis, cinco contrários e duas abstenções, no ano passado. São 70 deputados no total, mas nem todos estavam presentes. Ao ser eleito, afirmou: “Pretendo exercer a função de forma justa, avaliar os casos que forem necessários, conforme é exigido do parlamentar”.

Em setembro do ano passado, ao G1, Chiquinho se disse preparado para ocupar o cargo. “Sou presidente de uma comissão [de Esporte e Lazer] e vice-presidente da comissão mais importante, a de Constituição e Justiça”.

Chiquinho da Mangueira, presidente da Mangueira, estoura champanhe para comemorar título de 2016 — Foto: Alexandre Durão/G1

Anos antes, o próprio Chiquinho foi alvo da corregedoria. Em 2003, foi absolvido pela Mesa Diretora da Alerj após ser acusado de quebra de decoro parlamentar por suposto envolvimento com traficantes de drogas do Morro da Mangueira, onde ganhou fama por promover ações sociais.

O local é seu reduto eleitoral e ele é presidente da escola de samba verde e rosa. Foi secretário de Esportes na gestão da prefeitura de Eduardo Paes, à época MDB. Está no quarto mandato como deputado.

André Corrêa (preso)

Outro deputado preso nesta manhã, por volta de 8h15, é André Corrêa. Reeleito com a sétima maior votação desta legislatura, já se considerava virtual candidato à presidência da Assembleia. Está no quinto mandato como deputado estadual. Em 2015, assumiu a secretaria de Meio Ambiente de Luiz Fernando Pezão (MDB).

André Correa assumiu a secretaria do Ambiente em janeiro de 2015 — Foto: Reprodução / TV Globo

 

Coronel Jairo

Coronel da PM e deputado do MDB, foi comentarista esportivo e chegou a se arriscar na poesia com o livro “Pedaços de Vida”. Tem seu reduto eleitoral na Zona Oeste, sendo um dos nomes importantes da Mocidade Independente de Padre Miguel. Foi eleito deputado quatro vezes e chegou a ser presidente da comissão de Segurança Pública. Entre 2007 e 2010, foi vice-presidente da Assembleia e presidiu várias sessões.

Luiz Martins

Líder do partido na Casa, foi reeleito com mais de 38 mil votos. Foi empossado pela primeira vez em 2010 e relatou a CPI das Armas de 2016. No ano passado, o G1 mostrou que Martins, do PDT, foi um dos beneficiários de doações de campanha feito pelo então presidente da Casa, Jorge Picciani (MDB).

Marcelo Simão

Político de São João de Meriti, foi vereador por três mandatos e renunciou para ser deputado. Foi expulso do PSB, passou pelo PMDB e PHS até chegar ao PP. Foi candidato à prefeitura de Meriti, mas não foi eleito.

Marcos Abrahão

Foi sargento da Polícia Militar, onde entrou na década de 80. Em sua descrição no site da Alerj, diz que “se caracteriza principalmente pelo dinamismo e lealdade aos seus companheiros”. Levantamento feito pelo G1 neste ano, mostra que Abrahão (Avante) é o deputado mais faltoso da Casa. Em 2014, ele foi denunciado como mandante do homicídio de um ex-pastor da Igreja Universal. A vítima foi morta com 19 tiros.

Marcus Vinicius

Oriundo de Barra do Piraí, o deputado do PTB é conhecido como “Neskau”. Foi secretário de Estado na gestão de Sérgio Cabral, depois de cumprir um mandato como deputado estadual.

Já estavam presos:

Jorge Picciani (MDB)
Edson Albertassi (MDB)
Paulo Melo (MDB)

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