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Consumidor está cauteloso, mas não deixa de comprar carne

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Consumidor está cauteloso, mas não deixa de comprar carne

Consumidor está cauteloso, mas não deixa de comprar carne
18 março
22:16 2017

O consumidor que foi ao supermercado ou ao restaurante neste sábado (18) foi mais cauteloso e não deixou de comprar carne, mas queria saber a procedência do produto.

Mais que alimento, a carne é uma paixão da qual muita gente não abre mão. “Não abriu mão do churrasco?”, pergunta a repórter. “Não, ainda não. Acho que tem órgãos no Brasil pra fiscalizar isso”, diz Ricardo Roseira, representante comercial.

Numa grande churrascaria na Zona Sul de São Paulo, o movimento estava pouca coisa abaixo do normal, mas o gerente teve mais trabalho: dar explicações.

“Eles perguntam que carne é essa, que linguiça é essa? Eu digo, não, isso foi lá para o outro lado. Não é a mesma que a gente trabalha”, afirma o gerente.

Ele mostra que toda a carne que vende vem com selos de inspeção e qualidade. A experiência também conta no controle.

“Nós verificamos SIF, a data… O moço que manuseia a carne vê. Até no cheiro. Na hora de pôr no fogo, a gente percebe que tá tudo ok”, continua o gerente.

A fila no mercado era a de sempre, mas a preocupação com a qualidade da carne aumentou.

“Já estou analisando, já andei em vários lugares aqui na Lapa para ver. Não estou comprando assim de qualquer jeito”, conta o cliente do estabelecimento.

“Eu olho bem. Não vou pelo preço, não”, acrescenta outra consumidora.

“Eu sempre vejo a cor dela, né? E o cheiro também”, explica a compradora. Vai mudar alguma coisa no seu hábito?, pergunta a repórter. “Não, porque nunca tive problema”, diz a cliente.

E o gerente de supermercado Antonio Ferreira de Sousa também teve que dar atenção especial para os clientes preocupados: “a senhora pode comprar tranquila que não tem problema, mas a senhora vai ter que ver primeiro a data de validade”.

“Nós estamos tendo um pouco de trabalho para explicar para o consumidor como que a gente opera o recebimento, a carne, o que ele tem que fazer quando ele chega próximo do balcão, para ele verificar a data, verificar o SIF, a marca do produto. Isso está dando um pouco de trabalho, mas com relação ao movimento, me surpreendeu”, explica o gerente.

O olhar para o que está nas vitrines, gôndolas e geladeiras parece ter ficado mais atento, mas o que os consumidores querem agora é muito mais que as explicações dos açougueiros e gerentes dos mercados.

“Do governo a gente espera uma resposta, para a gente continuar a ter uma tranquilidade. Porque é grave”, diz o autônomo Edmilson Raimundo da Silva.

“A população espera de um fiscal que faça jus à palavra fiscal. É obrigação dele ficar atento a esses detalhes”, afirma a auxiliar administrativa Marli Estrada.

Dos 33 servidores do Ministério da Agricultura que foram afastados, nove eram responsáveis por inspeções que terminam com a colocação do SIF, o selo de inspeção federal que vai nas carnes vendidas no país. Há também selos internacionais, municipais e estaduais, como o SISP, de São Paulo. Ou seja, as carnes in natura ou processadas costumam passar por muitas inspeções.

“A própria carne brasileira ela é exportada para o mundo todo. Não só é verificada aqui…Cuidados e procedimentos são aqui verificados, mas também internacionalmente. Os próprios compradores têm procedimentos”, explica o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim.

“Esses fatos foram isolados. É realmente um crime o que aconteceu com a imagem de um produto que ganhou o mundo, gera empregos, quatro milhões de empregos são gerados pelo nosso setor. Quatro milhões diretos e indiretos. Exportamos para 160 países. Para abrir o mercado são 10 anos de trabalho, 10 anos de luta” , afirma Francisco Sérgio Turra, da Associação Brasileira de Proteína Animal.

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