Bombeiro é preso pela 4ª vez por grilagem de terras em Brasília

Ele respondia a outros processos em liberdade. Dois filhos são suspeitos de envolvimento.

Por G1 DF e TV Globo

Construções em área do Guará, em Brasília, alvo de grilagem (Foto: TV Globo/Reprodução) Construções em área do Guará, em Brasília, alvo de grilagem (Foto: TV Globo/Reprodução)

Construções em área do Guará, em Brasília, alvo de grilagem (Foto: TV Globo/Reprodução)

Um sargento do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi preso pela quarta vez pelo mesmo crime: grilagem de terras. Ele era chefe de uma quadrilha que fazia parcelamento irregular de terras, segundo a Polícia Civil. Dois filhos dele são suspeitos de envolvimento.

Carlos Eduardo Muniz respondia a outros processos judiciais em liberdade. Ele tentava dificultar o trabalho dos investigadores fornecendo endereços falsos nos documentos que preenchia. Em um deles, por exemplo, Muniz informou que morava em um chácara de número 25, mas só havia terreno até a chácara 20.

Carlos Eduardo Muniz, sargento do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal preso por grilagem de terras (Foto: TV Globo/Reprodução) Carlos Eduardo Muniz, sargento do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal preso por grilagem de terras (Foto: TV Globo/Reprodução)

Carlos Eduardo Muniz, sargento do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal preso por grilagem de terras (Foto: TV Globo/Reprodução)

Junto com ele, outras três pessoas suspeitas de participar da organização criminosa foram presas. Os filhos de Muniz estão foragidos. Desta vez, o sargento deve ficar mais tempo preso por conta dos crimes associados à grilagem.

“A gente consegue comprovar não só o crime de parcelamento irregular do solo, mas outros vários delitos relacionados, como dano ambiental, o crime de associação – que tem pena bem alta –, a lavagem e ocultação de bens ou valores e várias outras situações como corrupção, tráfico de influência”, explicou a delegada Marelisa Gomes da Silva.

Grilagem

De acordo com a investigação, um dos lote parcelados pela quadrilha supostamente liderada pelo bombeiro fica na Colônia Agrícola Águas Claras, no Guará. A chácara deveria ser usada exclusivamente para a produção rural, mas acabou dando lugar a 6 lojas e 15 casas.

Neste terreno, a Polícia Civil calculou um faturamento de, pelo menos, R$ 5,2 milhões com a venda dos lotes.

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