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Após interdição, diretor administrativo diz ao MPF que Hugo tem déficit mensal de R$ 2 milhões

Após interdição, diretor administrativo diz ao MPF que Hugo tem déficit mensal de R$ 2 milhões

Após interdição, diretor administrativo diz ao MPF que Hugo tem déficit mensal de R$ 2 milhões
25 setembro
10:54 2018

Franco Monteiro Xavier afirmou que situação ocorre devido a “irregularidade nos repasses” feitos pelo Governo de Goiás. Secretaria de Saúde disse que já liberou R$ 2 milhões para recompor estoque da farmácia.

 

Integrantes de vários órgãos participaram de uma audiência com o Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) para discutir alternativas ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), que teve a interdição determinada devido à falta de medicamentos e insumos. Na ata do encontro, o diretor administrativo da instituição, Franco Monteiro Xavier, disse que a unidade de saúde tem um déficit mensal de R$ 2 milhões.

A audiência ocorreu na tarde de segunda-feira (24). Segundo Xavier, o problema acontece devido a “irregularidade nos repasses pelo Estado de Goiás”. A situação provoca, ainda, um déficit de R$ 14 milhões ao longo do ano.

A interdição foi determinada pela Superintendência Regional do Trabalho no Estado de Goiás (STRE/GO). Por conta dela, o Hugo precisa apresentar, até a próxima quarta-feira (26) um plano de emergência para reduzir a admissão de novos pacientes, além de criar “protocolos emergenciais” para que os pacientes internados sejam atendidos dentro do previsto pelas regras de segurança do trabalho.

O secretário de Saúde de Goiás, Leonardo Vilela, disse, também na reunião – conforme consta na ata – que “houve uma redução drástica nos repasses realizados pela Secretaria de Fazenda do Estado de Goiás [Sefaz]” e que os tem alertado sobre a situação a outros órgãos desde o início deste ano.

Vilela sugeriu uma reunião com a Sefaz para “buscar a regularização do fluxo financeiro” para Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).

G1 entrou em contato com a Gerir, Organização Social (OS) que administra o Hugo, e foi informado que as demandas sobre o assunto devem ser tratadas com a SES-GO.

A SES-GO também foi procurar por email, na manhã desta terça-feira (25), às 8h52. A reportagem questionou sobre as finanças do Hugo e aguarda retorno.

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