Após demitir comissionados do GDF, Ibaneis volta atrás e mantém grávidas e responsáveis por pagamentos

Publicação do Diário Oficial corrige decreto do dia 1º de janeiro. Supervisores escolares e quem está em tratamento de saúde também ficam no cargo.

Por Vinícius Cassela e Gabriel Luiz, TV Globo e G1 DF

Ibaneis Rocha discursa na Praça do Buriti — Foto: Renato Alves/Equipe de transição

Ibaneis Rocha discursa na Praça do Buriti — Foto: Renato Alves/Equipe de transição

O governador Ibaneis Rocha (MDB) voltou atrás e corrigiu um decreto que demitia do governo comissionados contratados durante a gestão do antecessor, Rodrigo Rollemberg (PSB). Em uma nova publicação do Diário Oficial desta quarta-feira (2), o GDF decidiu aumentar as exceções e manter no cargo todos os responsáveis por empenho, liquidação e pagamentos.

Também ficam mantidos no cargo gestantes, quem recebe auxílio-doença ou está em tratamento de saúde. Chefes de secretaria, supervisores escolares, coordenadores das regionais de ensino da Secretaria de Educação fazem parte de outro grupo que continua trabalhando.

A edição do DODF de quarta-feira foi publicada depois das 23h. Normalmente, o horário de publicação diária é pela manhã.

O novo decreto que mantém parte dos comissionados de Rollemberg vem como correção a um decreto anterior assinado por Ibaneis, em uma edição extra do DODF. Ela foi publicada no mesmo dia da posse, na terça (1º).

A justificativa da alteração era porque o primeiro decreto tinha sido “encaminhado com incorreção no original”.

Exceções

O primeiro decreto que demitia os comissionados já trazia algumas exceções, como para forças de segurança, conselheiros tutelares e cargos estratégicos – por exemplo, na Casa Civil ou na Procuradoria-Geral do DF. Segundo Ibaneis, o número de comissionados sem concurso será reduzido em até 40%.

Em 2014, último ano da gestão Agnelo Queiroz (PT), eram 8.512 comissionados não concursados. Quatro anos depois, Rollemberg deixou 6.141. O gasto total com comissionados em 2018, incluindo concursados, foi de R$ 362,6 milhões.

As exonerações de Ibaneis afetam em cheio as administrações regionais. Algumas têm mais de 90% de pessoas sem concurso. Com isso, elas – que são a ponte mais próxima entre o cidadão e o governo – estão sem funcionar. De acordo com Ibaneis, os novos administradores regionais devem ser nomeados até sexta (4).

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