Após anúncio de interrupção de convênio, prefeito de Valparaiso vai judicializar Estado

O prefeito de Valparaiso de Goiás, Pábio Mossoró (PSDB), disse ao Jornal Opção que o impacto da interrupção do programa Goiás na Frente será negativo no município e, por isso, pretende judicializar o Estado.

O secretário de Governo, Ernesto Roller (MDB) anunciou na manhã desta segunda-feira, 4, que Goiás não tem condições de continuar com o convênio e que só aguarda parecer formal da Secretaria da Economia para interrompê-lo.

“Nós anunciamos obras para as comunidades nos bairros e agora vamos ter que fazer um replanejamento, porque tínhamos confiado na palavra de Ronaldo Caiado (DEM), que disse que trabalharia em prol dos municípios”, afirma.

De acordo com o prefeito, foram firmados dois contratos por meio do convênio: um recapeamento orçado em, aproximadamente, R$ 7,7 milhões e uma pavimentação no valor de R$ 2 milhões. Segundo a Segov, R$ 7,6 milhões não foram repassados e as obras estão paradas.

Na entrevista, Roller disse que a solução será discutida com os prefeitos, mas sugeriu a possibilidade de municípios com mais condições bancarem o término dos trabalhos. Pábio rebate e diz que não há recursos para isso.

“O governador tem que entender que quem o elegeu foram os moradores das cidades onde tem essas demandas e, sinceramente, não esperávamos por esse posicionamento”, lamenta. Ele reitera que pretende judicializar a administração estadual, já que um pacto foi assinado e não foi cumprido.

“Esse convênio ultrapassa a questão político-partidária, fizemos cronograma de obras, nos preparamos para celebrar o que foi acordado e agora fomos pegos de surpresa”, finaliza.