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Apoiadores de Maduro invadem sede do Parlamento venezuelano

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Apoiadores de Maduro invadem sede do Parlamento venezuelano

Apoiadores de Maduro invadem sede do Parlamento venezuelano
05 julho
20:25 2017

Um grupo de apoiadores do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, entrou nesta quarta-feira (5) na sede do Parlamento, que é controlado pela oposição. Deputados, seguranças e jornalistas ficaram feridos na ação. Os grupos cercaram o prédio e os deputados ficaram presos no local. A ocupação durou cerca de nove horas e o local só foi liberado por volta das 20 horas.

Os deputados realizavam uma sessão especial por conta do Dia da Independência, quando dezenas de pessoas, algumas encapuzadas e armadas com pedaços de madeira, invadiram o Palácio Legislativo pelos jardins, detonando fogos de artifício. Houve pânico no local, de acordo com a agência France Presse.

O deputado Luis Florido, que estava dentro do Parlamento, disse em entrevista à GloboNews que também foram lançados morteiros e pedras contra o edifício.

Durante a invasão, o presidente Nicolás Maduro participava de um desfile militar pelo dia da independência, a oeste da capital. Em discurso, ele condenou o ataque ao Parlamento: “Condeno absolutamente os fatos. Nunca vou ser cúmplice de fato de violência”, afirmou.

Feridos

O deputado Américo de Grazzia foi retirado ferido da Assembleia Nacional e levado a um hospital.

O parlamentar Armando Armas também ficou ferido no incidente. “Por mais que nos agridam, não vamos abandonar essa luta”, afirmou Armas em sua conta no Twitter.

Em um vídeo publicado pelo colega Luis Florido, Armando afirma que foi atingido pelas costas. “Quero deixar claro que não temos medo. Estamos dispostos a sangrar, a morrer, dedicando nossa vida ao serviço público”, afirma.

No mesmo vídeo, Florido mostra Américo de Grazzia recebendo atendimento médico em uma maca dentro do Parlamento. “Aqui ninguém vai desanimar. Estamos bem, vamos seguir e frente, vamos recuperar a república, o país, a democracia, tudo”, diz. “Temos que sair dessa barbárie e temos que sair todos juntos”, afirma.

A crise política venezuelana se encontra em uma fase de alta tensão por protestos da oposição que deixaram 91 mortos em três meses e pela convocação de uma Assembleia Constituinte, por parte do presidente Nicolás Maduro.

Sessão especial

A sessão especial desta quarta, que não estava prevista na agenda do Legislativo, foi liderada pelo vice-presidente Tareck El Aissami, que chegou acompanhado do ministro da Defesa e chefe da Força Armada, Vladimir Padrino López, assim como de membros do gabinete e de partidários chavistas.

El Aissami fez um discurso de cerca de 15 minutos, no qual acusou a oposição de “sequestrar” o Poder Legislativo. Os adversários de Maduro dominam a Casa, com folga, desde sua esmagadora vitória nas urnas em dezembro de 2015.

“Estamos precisamente nas instalações de um poder do Estado que foi sequestrado pela mesma oligarquia que traiu Bolívar e sua causa”, disse o vice-presidente, deflagrando aplausos dos convidados.

O vice El Aissami advertiu que Maduro não se renderá, nem cederá em seu propósito de levar a Constituinte adiante. “Aqui está um presidente digno que nunca se renderá, nem permitirá que a Venezuela seja colônia de qualquer potência estrangeira”, declarou.

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